facebook googleplus Sem título-1playSem título-1Sem título-1twitter whatsappyoutube
Notícias

This War of Mine é o grande destaque do BIG Festival 2015

No dia primeiro de julho de 2015, teve início em São Paulo, pelo quarto ano, o maior festival de games independentes da América Latina: o Brazilian Independent Games Festival – ou BIG. O festival é responsável por reunir empresas desenvolvedoras independentes de todos os cantos do mundo. Exposições, palestras, meetings – o ambiente da feira foi aberto para visitações no Centro Cultural de São Paulo, ao lado da estação de metrô Vergueiro, até o dia cinco do mês, mudando-se nos dois dias seguintes (6 e 7) para o Rio de Janeiro.

Mas não só exposições e palestras aconteceram. O BIG Festival tem o intuito de divulgar a indústria de games no Brasil, que vem se fortalecendo ao redor do cenário indie. Os 30 jogos expostos desde o início e abertos para teste do público concorriam à 9 prêmios – cada um em uma ou mais categorias – sendo elas Melhor Jogo, Revelação Brasil, Melhor Som, Melhor Arte, Melhor Narrativa, Melhor Gameplay, Inovação, Melhor Jogo Educacional e Melhor Jogo (para o público). Cada categoria contava com cinco jogos e seriam premiados apenas os vencedores de Melhor Jogo (recebendo um prêmio de R$15.000,00), Revelação Brasil (prêmio de R$7.000,00), Melhor Educacional (R$10.000,00) e Melhor do Público (R$5.000,00), além de um troféu para a empresa – prêmio oferecido, também, às outras categorias. O espaço para divulgação dos trabalhos e intercâmbio entre empresas consolidadas e desenvolvedores que estão começando, contudo, foi e é o grande trunfo do festival. Com espaços para “business meetings” e toda a extensão do Centro Cultural, qualquer desenvolvedor estava mais do que acessível e todos estavam muito dispostos à conversar.

Após dois dias em exposição, a cerimônia de premiação se deu na quinta-feira (2), apresentada pelo jornalista Gustavo Petró, da IGN Entertainment Brasil. O grande vencedor da noite foi o jogo polonês ‘This War of Mine’, um survivor de guerra diferente, no qual você comanda um grupo de refugiados tentando sobreviver à uma zona de batalha devastada. O jogo é um point and click no qual você deve sair à noite para buscar suprimentos e equipar e proteger seu esconderijo durante o dia – com todo o retrospecto psicológico e narrativa densa que um cenário de guerra necessita. Os poloneses da 11 bit studios ganharam tanto em Melhor Jogo quanto em Melhor do Público, e ainda concorriam à Melhor Arte e Melhor Narrativa.

O Prêmio Revelação Brasil foi dado ao game gaúcho Toren, da Swordtales, recém apoiado pela Lei Rouanet de incentivo à cultura. Melhor Arte foi para o francês Lumino City, da State of Play Games. O jogo era cotado como favorito: foi desenvolvida uma maquete em escala (com 3 metros), escaneada para o jogo, criando uma atmosfera real mesmo se tratando de uma imagem com aspecto 2D.

O prêmio musical foi para o jogo Inside My Radio, da também francesa Seaven Studio. O gameplay era baseado em seguir o ritmo e batida das trilhas sonoras de cada fase, que iam do rock e da disco dos anos 80 ao dubstep e reggae: um jogo imersivo e viciante para quem gosta de audiovisual. A melhor história ficou para os espanhóis da Fictiorama Studios, com o jogo Dead Synchronicity: Tommorow Comes Today. O jogo, em point em click e com diversos puzzles, é o primeiro da saga graphic 2D  sobre um homem sem passado que precisa recuperar sua identidade. Os desenhos brutos e densos ajudavam no espectro sombrio do jogo. O prêmio de Melhor Gameplay ficou para o jogo Okhlos, dos nossos hermanos argentinos da Coffee Powered Machine. Um jogo de destruição frenética em que você controla uma massa de cidadãos gregos enfurecidos que atropelam e varrem tudo o que vem pela frente. A França ainda levou mais um prêmio, de Inovação, com o jogo Event[0], da Ocelot Society – talvez o jogo que mais causou estranhamento no público (depois, é claro, do bizarríssimo e sem sentido, Plug n Play). A produção francesa se trata de uma aventura cósmica na qual você é um sobrevivente em uma nave espacial que precisa descobrir o que fazer apenas conversando com o computador de bordo – uma Inteligência Artificial aguçada e com características humanas, como vingança, ciúmes e carência. O produtor da Ocelot, Léonard Carpentier, conversou conosco e revelou que a versão apresentada na feira ainda era apenas uma DEMO a ser otimizada.

A feira ainda apresentou o prêmio BIG Starter, oferecido pelo BNDES para dois jogos brasileiros que se apresentaram minutos antes da cerimônia. Cada um levou R$20.000,00 para arcar com custos da maneira que fosse necessário. Na categoria Entretenimento, levou o jogo Relic Hunters, desenvolvido pela Rogue Snail, produtora de Chroma Squad. O jogo se trata de um shooter indie free to play bem colorido e com trilha sonora contagiante, como o Squad. Já na categoria Jogo Educacional, levou o game Fofuuu, de Bruno Tachinardi e Trícia Araújo – um jogo terapêutico para ajudar crianças com fissura labial a desenvolver melhor a fala com sons interativos e exercícios tanto para serem feitos em casa, tanto para serem feitos com o acompanhamento de uma fonoaudióloga.

No festival, ainda conversamos com o youtuber Zangado, dono de um dos maiores canais sobre games do Brasil, com mais de três milhões de inscritos no Youtube. Com conteúdos informativos, o mascarado deixa de lado apenas o entretenimento de alguns canais e faz uma análise mais profunda dos jogos, entrelaçando diversos temas, como literatura, cinema e história. O youtuber falou sobre o evento e ainda discorreu sobre a indústria de games no Brasil, contando a atualidade e suas expectativas para a área.

Compartilhe:

Comentários: