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Artigos e Análises

Recore: Vida longa aos jogos de ação em terceira pessoa

(Foto: PixStop)

Particularmente, nunca fui grande admirador de jogos ação em primeira pessoa. Exceção feita a Counter Strike, da qual já fui fã quando mais jovem – ainda assim, sem ser um jogador extremamente assíduo – passei longe de ser pego pela febre dos shooters de maior sucesso dos últimos anos, sobretudo Battlefield e Call Of Duty com suas intermináveis versões. O motivo é que sempre me senti mais à vontade em jogos do gênero com a câmera em terceira pessoa.

Por conta disso é que jogando Recore, título de ação exclusivo para plataformas Microsoft, ou seja, Xbox e PC, senti uma sensação de resgate a um modelo que vejo sendo pouco explorado nas produções mais recentes, e que merece a devida atenção. Exposto na Brasil Game Show, o jogo que será lançado no próximo dia 13 pode não ser uma das novidades mais badaladas da feira, como Horizon Zero Dawn e Resident Evil 7, mas ainda possui atrativos destacáveis.

A terceira pessoa de Recore me agradou pela maior sensação de controle que é proporcionada ao jogador. A maneira com que a câmera abrange cenário e personagem torna fácil saber sempre o que está fazendo e para onde ir sem arriscar movimentos em falso ou que irão te encurralar frente a um número elevado de inimigos. Sempre prefiro a visualização do corpo inteiro ao invés de ficar olhando apenas para a mão do meu personagem, pensando apenas em questões estéticas, e admito que set rata de puro gosto pessoal. Mas no caso de Recore, a jogabilidade ajuda a fomentar esta ideia.

A mobilidade é de execução fácil e bastante dinâmica, da maneira que um shooter de aventura necessita ser. O recurso mais eficiente para ser ágil durante a ação são os saltos para laterais, que permitem esquivar dos tiros da IA sem perde-los da vista da sua mira.

O jogo possui ambientação futurista, o que significa que serão diversas máquinas e robôs aparecendo na tela ao longo da sua campanha. Mas nem todas desejam atirar em você: um dos elementos mais divertidos do jogo é o companion robô-animal que te acompanha e auxilia a derrotar os inimigos e possui função crucial em certos momentos do jogo, já que é só através de interação com suas funcionalidades cibernéticas que é possível ultrapassar certos estágios do mapa.

Para as funções de ataque, é possível mudar a cor de sua arma entre azul, branco, vermelho e amarelo. Os inimigos sempre terão uma cor padrão, e usar o ataque na cor correspondente irá causa mais dano. Parece só um componente simples e óbvio, mas é necessário inteligência e velocidade para alternar cores no meio da ação, o que faz a novidade ser fundamental e desafiadora para o andamento de sua aventura. Também há variedade nos disparos, que podem ser rápidos, com toque simples, ou carregados, com um tempo maior pressionando o botão.

E os pontos fracos?

É muito possível que os mais apegados aos jogos com câmera em primeira pessoa não tenham a mesma boa vontade com o jogo, e não posso deixar de reconhecer que o agrado por essa questão não é por ela apresentar qualidade inquestionável, e sim por satisfazer uma demanda extremamente particular minha, que pode ser totalmente oposta para outros jogadores. Em suma, o que para mim foi analisado como positivo, pode ser visto como defeito por outra pessoa, sem que ela esteja fazendo mal julgamento.

Entretanto, o principal deslize que é preciso destacar no jogo é que, em um contato inicial ele se mostra ser nada além de um shooter de terceira pessoa genérico. Ou seja, com pouca história desenvolvida. É verdade que o tempo de campanha que podia se alcançar ao jogar na feira era limitado, no entanto, grande o bastante para que alguma história fosse contada, e não foi possível perceber alguma profundidade em enredo. Na era em que jogos cada vez mais possuem estruturas cinematográficas e narrativas altamente desenvolvidas, Recore, sem deixar de entregar boa diversão, soa como um arcade.

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