facebook googleplus Sem título-1playSem título-1Sem título-1twitter whatsappyoutube
Artigos e Análises

Dark, da Netflix, é uma das melhores séries de 2017

A série alemã original da Netflix, criada por Baran bo Odar e Jantje Friese, é um prato cheio para os fãs de ficção científica. A obra trata de assuntos como física quântica, filosofia e ética com toques sombrios de suspense e  nos convida a quebrar a cabeça sobre as diversas teorias de viagem no tempo e suas consequências. Se voltarmos ao passado, conseguimos mudar o futuro? Se meu “eu” do presente se encontrar com o “eu” do passado, o que acontece?  A vida é um roteiro escrito pelo destino que não pode ser alterado? Essas são algumas das perguntas que Dark aborda de maneira formidável e, logo de cara, já nos introduz a afirmação; “Acreditamos que o tempo decorre de forma linear. Que ele avança uniformemente, para sempre. Até o infinito. Mas a diferença entre passado, presente e futuro não passa de uma ilusão. O ontem, o hoje e o amanhã não são consecutivos, mas estão conectados em um círculo eterno. Tudo está conectado.”

A história acompanha quatro famílias diferentes que vivem em uma pequena cidade alemã chamada Winden. A tranquilidade de suas vidas muda quando duas crianças desaparecem misteriosamente e os segredos obscuros dos moradores começam a ser desvendados. Nos primeiros episódios, fica enevoado qual o plot e o objetivo da série, mas conforme a história vai se desenrolando — bem lentamente, devo dizer — nos é apresentada a complexidade de cada personagem, os diálogos bem desenvolvidos e como as ações do passado interferem no futuro e vice-versa.

Com dez episódios de aproximadamente 50 minutos, diversas teorias  de física quântica, buracos de minhoca, buracos negros e viagens no tempo são abordadas e admito que minha cabeça travou tentando entendê-las, como por exemplo, a Ponte de Einstein – Rosen.

 

Parte-se da premissa de que o mundo vive dentro de um buraco de minhoca, que conecta dois universos diferentes em um ponto específico. Uma ponte, como o nome já diz. Porém, este buraco de minhoca estaria dentro de um buraco negro, onde nosso universo seria uma pequena linha que se entrelaça com diversos outros universos. Nikodem Poplawsi, um físico teórico, acredita que  todos os buracos negros astrofísicos podem ter pontes Einstein-Rosen, cada um com um novo universo em seu interior, que se formou simultaneamente com o buraco negro. Confuso, não?

Acredite, depois de assistir Dark, sua cabeça vai entrar em estado de “mindfuck” — e você pode acabar aprendendo um pouco de alemão. Vale a pena.

 

Compartilhe:

Comentários: