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Artigos e Análises

FIFA e PES: caminhos diferentes para buscar a realidade

(Foto: Divulgação)

A chegada dos meses de agosto e setembro é bastante aguardada para os fãs dos games de futebol. Ano após ano, o período é quando geralmente as versões de demonstração de FIFA e Pro Evolution Soccer, principais nomes do gênero, são liberadas para o público.  Com mecânicas que dividem opiniões, é seguro afirmar que a cada inovação apresentada nas novas versões têm um objetivo em comum: se aproximar o máximo possível de como o futebol é jogado de verdade.

Ainda que a Demo de FIFA 17 não tenha sido liberada para o público (o que só deve acontecer no dia 13 de setembro), foi possível testar o título mais popular da EA Sports durante sua exposição na Brasil Game Show. E no contato inicial da reportagem do Pix Stop com o game, as impressões foram predominantemente positivas, com uma conclusão imediata vindo a cabeça: a EA resolveu ousar. E parece ter acertado em cheio.

Fazendo uso de um novo motor de jogo, a tecnologia Frostbite, FIFA 17 chega com uma jogabilidade que valoriza mais do que nunca o jogo coletivo, a estratégia e a importância de um modelo de jogo organizado para os 11 atletas da equipe que vão a campo. A ênfase é clara nas disputas físicas, divididas e na inteligência da troca de passes que permite arquitetar jogadas envolventes. Cada vez mais, extingue-se o recurso do jogador “extraterrestre”, aquele capaz de arrancadas antológicas apenas por ter mais de 90 em velocidade e aceleração. Verdade seja dita, lances assim são cada vez mais raros no altamente estudado futebol atual.

É interessante notar que, apesar do gameplay encorpado, os produtores se atentaram para o fato de deixar os movimentos dos jogadores mais característicos, portanto, a essência no jogo coletivo não impede a individualidade dos atletas de ser destacada. Cada jogador tem sua maneira própria de conduzir a bola ou de finalizar, e a partir do momento que é possível distinguir detalhes como esses de um jogador para outro, fica mais forte a ideia de que são de fato cópias virtuais dos craques de verdade, e não robôs respondendo a comandos padrão.

Parte das novidades presentes na jogabilidade também está nas cobranças de bola parada. Agora, a liberdade para executar escanteios, faltas e pênaltis está muito maior, e uma vez que é possível escolher com maior precisão a direção para onde mandar a bola, o sucesso nessas ocasiões nunca dependeu tanto da sua leitura de jogo.

É preciso coragem para mexer no time quando se está ganhando. O FIFA, que na aceitação geral do público tem vencido o PES nos últimos anos, mexeu. Ousou. Resolveu mudar de motor quando poderia simplesmente seguir apostando no que já dava certo. E pode ter dado passo importante para a manutenção de sua hegemonia.

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Se o FIFA trabalhou para deixar sua jogabilidade mais encorpada na intenção de dar mais realidade para o game, o seu grande rival, Pro Evolution Soccer 2017, traçou o caminho contrário em sua mais nova versão. Criticado nos anos recentes pelo controle de jogadores excessivamente travado, o principal avanço da Konami para o PES neste ano é ter deixado o jogo mais fluído do que nos títulos anteriores.

Logo de cara, os minutos iniciais de experiência frente a demo do jogo tornam possível perceber a leveza na movimentações dos atletas. A condução de bola truculenta, antes um dos problemas cruciais, parece finalmente ter sido corrigida, deixando mais plena a sensação de controle sobre as ações de seus 11 comandados.

O avanço também ficou visível quando a inteligência artificial do jogo precisa controlar os jogadores do seu time que não estão com a bola. Conseguimos finalmente perceber movimentos mais inteligentes, com o posicionamento sendo pautado nas oportunidades que aparecem numa partida, e assim, espaços vazios são ocupados com maior objetividade.

Diminuiu também a estranha impressão de que os jogadores “são bonecos de borracha”, já que em anos anteriores não foram raros os momentos em que se faz ausente o balanço de corpo natural durante uma corrida ou um salto. Coisa do passado: Os japoneses trabalharam e agora o “molejo” tradicional é perceptível.

Com avanços bastante visíveis em relação as versões jogadas em 2015 e 2016, Pro Evolution Soccer parece ter finalmente começado a voltar aos trilhos, ainda que sua caminhada para competir igualmente com FIFA seja longa. O jogo ainda se configura como um arcade, enquanto o rival americano se consolida como um legítimo simulador. Apesar das melhorias que a Konami realizou, certamente teremos mais um ano de superioridade do jogo da EA. A disputa para os anos seguintes, no entanto, já se faz mais promissora.

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