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Artigos e Análises

3 jogos de Playstation 3 que você precisa jogar

Dificilmente você não viu uma lista exatamente igual a esta ao longo dos 11 anos deste Video Game, mas como ontem tivemos a notícia de que a Sony não vai mais fabricar o Playstation 3 no Japão, decidimos relembrar 3 jogos que são obrigatórios na vida de qualquer dono de um PS3.

É importante ressaltar que o fim da fabricação por lá não interfere na produção do console em outros países. Se você quer comprar um Playstation 3, não se preocupe, ainda dá tempo de comprar um zeradinho.

Eis a lista:

3) Journey

Este é um dos melhores jogos independentes de todos os tempos. Desenvolvido pela Thatgamecompany e distribuído pela Sony, Journey é um jogo de aventura e exploração lançado em março de 2012. O charme de Journey está no fato de que nada é evidente durante o gameplay.

Você não sabe quem é o personagem que você controla, o motivo pelo qual o controla e sequer o objetivo deste personagem naquele mundo solitário e isolado, caracterizado por grandes desertos e criaturas que parecem feitas de tecido com a habilidade de brilhar quando próximas umas das outras.

Durante sua jornada (sim, isso ficou parecendo um trocadilho tosco), o jogador pode se encontrar com outros jogadores anônimos aleatoriamente.

O personagem controlado por todos é sempre o mesmo e todos têm a habilidade de “energizar” e se comunicar com o próximo por meio de uma nota musical.

Esta habilidade permite que, quando você está perto de outro usuário, ambos comecem a brilhar e vocês passam a poder voar pelo cenário.

Isso é necessário para conseguir progredir no jogo já que alguns “puzzles” só podem ser resolvidos se você der um jeito de flutuar (seja por meio de outros jogadores ou por meio de pedaços de pano animados que ficam espalhados pelas fases).

O anonimato dos jogadores, a falta de opções tradicionais de comunicação (seja entre personagens ou entre o personagem e alguns objetos) e a naturalidade com que cooperação e interação se dão em Journey fazem desta uma experiência absolutamente memorável.

O tempo todo você interpreta o que está acontecendo, tenta dar significado aos elementos com os quais se depara e procura uma forma de entender o que outros jogadores estão pensando.

Pode parecer absurdo, mas é capaz que em algum momento você e o outro usuário fiquem se encarando como se estivessem conversando — e de certa forma estão.

Outro aspecto digno de nota são os tais pedaços de pano animados que mencionei mais cedo, que parecem ter vida e em certos momentos podem te passar a sensação de felicidade ou infelicidade.

Espero que com o tempo sejam criados cada vez mais jogos subjetivos e sensíveis como este.

2) Beyond: Two Souls

Passamos de um jogo absolutamente interpretativo para outro que é um drama interativo com um roteiro bem definido e relativamente linear.

Foi difícil escolher entre “Beyond” e “Heavy Rain” (ambos da desenvolvedora Quantic Dream), já que são dois ótimos exclusivos que funcionam de maneira semelhante e focam no desenvolvimento de seus personagens acima de tudo.

Acabei escolhendo “Beyond” por se tratar de um jogo que pode ser “aceito” por um maior número de jogadores, já que nele há mais ação e o gameplay funciona de maneira bem menos complicada.

O primeiro ponto SUPER positivo do jogo está no gif acima: Ellen Page.

Conhecida por atuar nos filmes “Juno” (pelo qual foi indicada ao óscar), “A Origem” e “X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido”, Page está na lista cada vez maior de grandes atores e atrizes que participaram de um game.

Inclusive, contracenando com ela em “Beyond: Two Souls” temos Willem Dafoe (Platoon, Homem-Aranha), que interpreta um doutor que age como se fosse o pai da personagem principal, Jodie Holmes.

Ambos os atores foram responsáveis não apenas pelas vozes dos personagens principais, mas também pela captura de movimentos e expressões faciais utilizadas no jogo.

Em diversas entrevistas, Ellen Page disse que este foi um dos maiores desafios de sua carreira, principalmente por causa do tamanho do script (que era grande devido às diferentes opções de diálogo) e da liberdade excessiva proporcionada pela quantidade de câmeras disponíveis durante a filmagem.

Claro que com um investimento tão alto em atores, o jogo conta com uma qualidade ímpar em termos de performances. Os personagens possuem muito mais vida quando conversam e também mais emoção do que em outros títulos como o próprio Heavy Rain ou Life Is Strange (um dos meus jogos favoritos).

“Beyond: Two Souls” conta a história de Jodie Holmes, uma menina que nasceu conectada a uma entidade sobrenatural, o Aiden.

Embora no começo ela tenha medo dele, ele gosta muito de Jodie e a protege de outras entidades malignas que tentam machucá-la.

Os dois cresceram juntos e jamais se separaram, o que fez com que Aiden se tornasse bastante ciumento, principalmente durante a vida adulta de Jodie.

Ao longo do gameplay, jogamos tanto com Aiden quanto com ela. Controlamos Jodie quando jogamos as cenas de ação e de diálogo e Aiden quando cumprimos missões stealth. A troca de personagens pode ser feita à vontade em qualquer momento da história.

Confira um pouco do gameplay com Aiden no vídeo abaixo do canal: iJezabella Media.

O jogo é contado desde a infância da protagonista. A cada fase, seguimos e voltamos no tempo várias vezes, o que pode tornar o entendimento dos acontecimentos um pouco mais difícil.

Em um momento, você controla a Jodie adulta e o gameplay passa a ser focado na ação. Na fase seguinte, você pode estar controlando a Jodie criança e o jogo passa a ser de terror. Por fim, temos também a Jodie adolescente, cujas cenas focam mais no drama (claro).

Ainda que você não goste muito de jogos deste gênero, pelo menos experimente. Ellen Page e Willem Dafoe vão fazer o jogo ficar marcado na sua cabeça por dias.

1) The Last Of Us

Nem preciso explicar do que se trata. Né?

Não da nem para contar quantos jogos nos apresentaram um futuro distópico e desesperador no qual os seres humanos se tornaram algum tipo de besta assassina e os poucos sobreviventes normais que restaram estão em perigo o tempo todo.

Isso significa que The Last Of Us é apenas mais um jogo sobre uma galera ferrada em um futuro todo cagado? Não!

Este é um jogo sobre pessoas. As condições em que elas vivem são extraordinárias, de fato, mas não deixam de ser um fator secundário; um cenário.

A história de Joel, protagonista do jogo, é o que importa aqui. Como ele lida com uma importante perda em sua vida, a pessoa que ele se torna por causa disso e as reflexões que essa transformação pode causar no jogador são o grande trunfo que faz com que este seja o meu jogo favorito do PS3.

Como se isso não bastasse, há ainda o fator Ellie, a personagem mais carismática deste jogo. É ela a responsável por trazer de volta a humanidade que gradativamente se perdia no nosso herói, Joel… eu disse herói? Não se enganem, Joel pode ser visto de duas formas bem distintas.

Joel é um cara triste disposto a fazer literalmente qualquer coisa para garantir a própria sobrevivência e a de sua “amiga” Tess. Por essa razão, muitas vezes ele toma decisões moralmente questionáveis aos olhos do jogador.

O questionamento moral não se limita ao jogo já que com base nele você passa a se perguntar a respeito dos próprios conceitos de certo e errado. Até que ponto você não se tornaria um Joel? Até que ponto podemos julgá-lo por agir como um de nós e não como um herói exageradamente nobre dos contos de fada?

Há ainda uma coisa curiosa que é a agilidade com que a maturidade se torna necessária em um mundo caótico (e olha que o nosso não é muito menos).

Ellie, embora tenha apenas 14 anos, precisa sobreviver assim como todos os adultos a sua volta. Ao contrário das crianças de antes de seu tempo, ela não teve uma infância tranquila, principalmente por ter crescido no meio de um grupo acusado de terrorismo por outros sobreviventes, os vagalumes.

Treinada desde cedo para conseguir se virar sozinha, Ellie não apenas possui a inteligência necessária para sobreviver por conta própria, mas também a maturidade de encarar alguns adultos com questionamentos que eles mesmos tentam não se fazer.

“Eu não sou ela, Joel”. Cara, essa frase te pega de um jeito. Principalmente saindo da boca de uma “criança”.

Eu não vou me alongar muito, pois quero acreditar que você, leitor, já conhece essa obra-prima dos consoles.

Se não conhece ainda, tente achar um tempinho para descobrir este mundo tragicamente maravilhoso e nos diga o que achou.

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